segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Coisas da vida

Antes que receba mais sugestões para dormir bem (o que agradeço bastante), esclareço as razões:

- Veja, na íntegra, em http://www.coisademae.blog.br/, blog da minha irmã, Christianne Alcântara (nome pouco original, uma vez que me chamo Cristina, e levo o mesmo sobrenome, mas é que nossos pais não são marketeiros! melhor pra eles!):

"Acabou a campanha do meu pai a vereador do Recife e estou de volta. Não revelei antes o projeto em que estava envolvida para não parecer que estava querendo, por meio do meu blog, fazer campanha. Entretanto, agora, passado o período eleitoral, já posso revelar. Meu pai perdeu a eleição, mas nós (eu e ele) ganhamos em companheirismo. Gostaria muito que meu filho, um dia, viesse a sentir por mim metade do amor que sinto por meu pai. Para isso, eu precisaria ser para João Marcelo pelo menos metade do que meu pai é para mim. Não sei se isso é possível. Meu pai é grande, generoso demais, bom demais. Um grande homem. Fica a ressaca da derrota, mas fica a certeza de que, quando todo o resto nos falta, o amor mútuo entre pai e filha se torna ainda mais forte. Fica também a convicção de que esse elo não se quebrará jamais. Ontem, quando perdemos a eleição, tive a oportunidade de dizer tudo isso a meu pai. Provavelmente não o teria dito se tivéssemos ganho. Meu pai, na sua grandeza d´alma - como diria o poeta Fernando Pessoa, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena” -, depois de me ouvir, respondeu: “É tão bom perder…”
Por Christianne Alcântara

Um comentário:

Keila disse...

Sublime. Que outra palavra para expressar a beleza desta derrota? Pode parecer contraditório chamar a derrota de bela, mas esta foi bela. Só fazendo parte dessa rede de família e amigos e tendo degustado, ainda que virtualmente, o sabor excêntrico da luta e da espera e o sabor amargo do resultado inesperado, para entender. Um amargo que, repentinamente, se adocica no aconchego dos filhos, amigos, irmãos, sobrinhos, netos e companheiros de longa data que, juntos e individualmente, explicitam o quão vencedor é o meu Tio. Não ganhou uma cadeira na câmara, mas ganhou confortáveis "colos" em um ambiente fraterno, amigo e verdadeiro. Certa vez li que vereador vem do verbo verear que quer dizer "velar pelo sossego e bem-estar da população de um município". Pois bem. Meu Tio é vereador vitalício de um pequeno e grande município chamado família e amigos. Sortudos? Sim. Somos nós que o temos a nos velar. Sortudo? Sim. É ele que vela e é velado por cada um de nós a sua maneira. Usando as palavras de Tio Alfredo transcritas no e-mail de Cristina: "tudo que Deus faz é bom". Quem sabe a percepção do belo e a alegria que de repente nos invade mesmo no meio da tristeza certa não foi a primeira demonstração de Sua bondade e amor infinito? Termino de alma lavada e com a certeza do que Christianne disse em seu blog: Tio Alfredo é "grande, generoso e bom. Um grande homem!" O que mais podíamos esperar de alguém que, mesmo tendo acabado de perder uma batalhada eleição, ao escutar uma bela declaração de amor pronuncia: "É tão bom perder...". Eu sei. Ele é Sublime!