"A comunidade dos justos é estrangeira na terra, ela viaja e vive de fé no exílio e na mortalidade" (Sérgio Buarque de Holanda).
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A Ausência que não é Falta
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.!“
Carlos Drummond de Andrade
domingo, 20 de setembro de 2009
La Noche en Blanco 2009 e A Banda
Próximo aos museus, por sua vez, no Paseo del Prado, bailarinos ensinavam passos de dança através de um grande telão, desde street-dancing a ballet. A galera imitando na rua... foi uma onda. Em outros pontos, cine espanhol foram exibidos pelas ruas. Nos teatros, leituras de poemas e outras cositas más. No Barrio de las Letras, aonde costumavam ir Garcia Lorca, Lope de Vega, Cervantes, Calderón de la Barca e tantos outros nomes, desenhistas ouviam as histórias dos "callejeros" (pessoas que andam pelas ruas, ou seja, qualquer um de nós), como psicólogos de rua, e em troca faziam um desenho personalizado que pudesse representar um pouco da conversa. Os bares, movimentados, uma festa. A temperatura amena, porém, sem muito frio... Enfim... mesmo que a cidade não estivesse tão bonita como no ano passado, e o astral, idem, valeu a pena.
Só pela nostalgia que bateu devido às bandas que animaram Madrid en La Noche en Blanco, segue "A Banda", de Chico, Festival de 1966. Imperdível.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Patrick Swayze morre de câncer
No entanto, o médico-psiquiatra David Servan-Schreiber (que descubriu um tumor no cérebro aos 32 anos, e superou todas as estatísticas de sobrevivência apresentadas em seu caso), escreveu em seu excelente livro "Anticâncer: Prevenir e vencer usando nossas defesas naturais", p. 217, uma passagem que gosto particularmente, dentre outras tantas:
"Ouve-se freqüentemente dizer de uma pessoa fulminada por um infarto inesperado que ele teve uma "bela morte". Contudo, é um fim que nos priva de toda possibilidade de preparação, de troca, de transmissão, bem como de uma ocasião para dar um fecho às relações incompletas. Não é a que desejo para mim. Hoje, a palavra "câncer" não é mais sinônimo de morte. Mas ela evoca sua sombra. Para muitos pacientes, como foi para mim, essa sombra é a oportunidade de refletir sobre a própria vida, sobre o que se quer fazer dela. é a oportunidade para começar a viver de maneira a poder olhar pra trás, no dia de nossa morte, com dignidade, com integridade. Que nesse dia se possa dizer adeus com um sentimento de paz."Em outra passagem, ele fala de um paciente, também médico e acometido por um linfoma, p. 210-212:
"Denis era inteiramente ateu(...) mas descobriu aquilo que chamaria mais tarde de alma. A forma como cada uma de suas escolhas, cada uma de suas ações ao longo da vida, tinham sido impressas para sempre no destino do mundo através de suas repercussões infinitas. Como a borboleta proverbial da teoria do caos, cujo batimento de asas influenciam os furacões da América, Denis tomava consciência da importância de cada pensamento, de cada uma de suas palavras. E ainda dos gestos de amor dirigidos aos outros ou à terra. Ele o via agora todos como a semente de uma colheita eterna. Tinha o sentimento, pela primeira vez, de viver cada instante. De abençoar o céu que lhe acariciava a pele, assim como a água que refrescava sua garganta. O mesmo sol que já tinha dado vida aos dinossauros. A mesma água que eles tinham bebido também. Que havia feito parte de suas células antes de se tornar outra vez nuvens, depois oceanos. "De onde vem essa gratidão, a mim que vou morrer?" E depois também o vento, o vento no seu rosto. "Dentro em breve eu serei o vento, a água e o sol. E principalmente a centelha nos olhos de um homem de quem eu cuidei da mãe ou curei o filho. Então, é isso a minha alma. O que eu fiz de mim, que já vive em toda parte e viverá sempre."
Nos últimos dias, quase nao falava mais. Morreu em um final de tarde. Um de seus amigos lhe massageava os pés. De manhã, sobre a minha mesa, eu achei uma nota do meu assistente: "Denis M.: CDR." Um eufemismo usual no hospital para "cessou de respirar". E eu me perguntei se ele não teria justamente começado."
sábado, 12 de setembro de 2009
Rubem Alves e a Gaiola de Prender Idéias
"Inspiraçao é quando a gente nao sabe de onde a idéia vem."
"O pensamento experimental não deseja persuadir, mas inspirar."
"Gaiola de prender idéias: um caderninho." ... ou um blog!
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
La Noche en Blanco 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
Brasil x Argentina
É muito bom se classificar para a Copa do Mundo. É muito bom ganhar. Mas melhor, melhor, melhor mesmo é ganhar da Argentina. Brasil 3 x Argentina 1, no jogo de classificação para a Copa. Ah, e o melhor é quando estamos vendo o jogo com dois amigos argentinos em casa, gente finíssima, educadíssimos quando a Argentina fez o gol, apesar dos meus protestos de que ficassem à vontade. Já eu, gritando como louca nas oportunidades brasileiras. Só para esclarecer, aqui são 4h30 e vou dormir com o sabor da vitória. Perguntei a eles se precisavam de algo já que também vão dormir aqui em casa, e um deles me respondeu: - ¿tienes un poquito de alegría? - tentei me conter, mas me ocorreu dizer: - tenho de sobra. Fazer o qué?!
Mapa de los Sonidos de Tokio
No Cine Renoir, um dos poucos de Madri onde se pode ver filmes de excelente qualidade em idioma original, legendado (os filmes aqui são todos dublados para o espanhol, resquício do franquismo), assistimos a um filme lindíssimo, Mapa de los Sonidos de Tokio. Um drama sentimental da diretora catalã Isabel Coixet. Filmado em Tokio e em Barcelona, com personagens protagonizados pelo espanhol Sergi López e a japonesa Rinko Kikuchi, que dá um show de interpretação, o filme é arte pura, muito poético. A solidão das personagens, o choque entre as culturas oriental e ocidental, "os sons" da natureza, das pessoas comendo, tudo tem um apuro estético lindíssimo. A relação entre o "casal" protagonista é no mínimo... silenciosa e... fora dos padrões. Vale a pena conferir.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
O Curió de Juanito – Parte III - A preocupação
Sei que o curió de Juanito vai "abafar" (ver os dois posts abaixo), mas honestamente, me preocupo em receber BEM meus amigos espanhóis em PE. Amo aquele Estado e tenho todo um “sentido de pertencimento” já falado por mim aqui no post1 e posts 2 e 3 , que quero compartilhar. Eu, com minha veia de marketing, tendo a "vender" tudo que amo, e a imagem que fiz do Recife por aqui é que é assim meio que... pertinho do paraíso. Agora, tenho que impressionar.
Bueno, com todas essas preocupações para que saiam com "A" melhor impressão do Mundo de lá, ouço minha queridíssima amiga espanhola me dizer que, dentre outras coisas, quer conhecer uma...
favela. Pronto, e agora?! “Me lasquei”. Essa galera tem que ir e voltar sã e salva; e não menos importante: “BEM impressionada”.
"- Juanito, vai treinando o curió."
sábado, 22 de agosto de 2009
O Curió de Juanito – Parte II – A motivação
Apresentamos o casal de recifenses, Cyntia e Joãozito (chamado aqui carinhosamente de Juanito pelas crianças locais, pois nao sabiam pronunciar seu apodo, apelido brasileiro), a um outro casal de espanhóis muitíssimo amigo nosso. Uma ótima notícia é que estes espanhóis deverão ir conosco para o Brasil, em dezembro.
Bueno, nos divertimos muito juntos por aqui, além dos meus amigos terem sido maravilhosamente recebidos. Estamos todos muito pendientes e ansiosos por recebê-los bem em Recife, e mostrar um pouco da beleza do nosso Estado. Sem falar que Juanito é um personagem a parte, engraçadíssimo e bromista, piadista.
E o Curió com isso?! Vale, vale, estou me prolongando. Vamos lá... estou chegando...
Fomos todos para a casa dos nossos amigos espanhóis que fica em Altea, cidade litorânea, à beira do Mediterrâneo, lindíssima (ver post de abril deste ano), e, enquanto visitávamos o casco antiguo de Altea que é a parte histórica, Juanito expressou o que todos pensamos, mas não havíamos assumido até então: como impressioná-los em Recife, com tudo por aqui tão lindo e bem cuidado?! O mar Mediterrâneo, aquelas casas na montanha, aquela paisagem, enfim... Ele então saiu com esta pérola: “- Eu acho que eu vou apresentar a eles o curió de painho".
Quando me lembro da espontaneidade e da maneira como a frase foi dita, revelando uma total frustração em como encantá-los no Mundo de lá, mesclada com a imagem do curió versus daquela paisagem, me faz ter crise de risos até hoje.
É claro que apesar de ter muita coisa linda em Recife, o caos urbano, o modernismo ou pós-modernismo caótico que marca o crescimento das grandes cidades brasileiras, “poluem” a nossa linda paisagem, sem falar que, se compararmos do ponto de vista de infra-estrutura e cuidado com a coisa púbica, realmente contrasta muito das cidades espanholas. Enfim, o curió talvez seja realmente a nossa salvação.
E finalmente, da motivação à preocupação...
A volta da estrangeira e "O Curió de Juanito – Parte I – A definição"
No site, diz que ele é originário da America do Sul e Central, e parece haver sido abundante na fauna brasileira. Gostava sobretudo de “viver perto da aldeia dos índios” e o site diz que o nome ´“curió” em tupi guarani significa “amigo do homem”´. Também o classifica como um “pássaro elegante”, combativo, que gosta de disputar pelo “território”, e é conhecido pela “enorme qualidade do seu canto”. Tem desaparecido gradativamente e hoje é um animal que precisa ser preservado.
Bueno, mas você deve estar se perguntando por quê "danado" eu resolvi agora falar sobre o curió... Quem é Juanito?! O Que ele tem a ver com a história?!
Aguarde. Mañana te lo diré... "Inté."
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Escrever e as férias
Agora, tem sido a minha terapia. Passei, no entanto, um bom tempo "sem meter a mão na massa". Hoje, percebo tristemente que perdi um pouco o jeito. Gostava mais do que escrevia antes, seja pela minha menor capacidade crítica, seja por que... não sei... pode ser real. Embora, já há muito, percebo que isto não me levará longe, hoje, o principal tem sido “me livrar” do pensamento, escrevo e pronto!, me sinto bem – não sei por quanto tempo, todavía. Na verdade, muitas vezes, não sei o que dizer. Os recursos do youtube, que dão voz a artistas, escritores, músicos, são maravilhosos porque muitas vezes ouço uma música e penso: era o que eu queria dizer...! Por que não pensei nisso antes?! E aí... venho ao blog e publico.
Mas, voltando à história do início ... Refletindo bem, é curioso. Às vezes, a gente leva uma vida para aprender ou descobrir certas coisas. Visitando um museu de Madri com uns amigos, um deles me lembrou de uma frase de Picasso: “- Levei a vida inteira para aprender a pintar como criança.” Além de outra pérola dele: -"Eu não procuro, encontro."
Bueno, esse papo já tá qualquer coisa... mas, bem ou mal, às vezes penso: ´eu já fui uma versão melhor de mim mesma´. Crises existenciais... Afinal, nem só de sol de 40 grados se vive as férias madrileñas.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
A mulher de 30... e poucos
Aos 30, li "A Mulher de 30" de Balzac e adorei. Apesar de ser mais trágico do que eu imaginava, o livro tem uma capacidade ímpar de descrever "essa" mulher, seus desejos, necessidades e frustrações.
Recentemente, lendo Mario Prata, autor brasileiro que adoro, dei de cara com uma crônica dele de 5 anos atrás. Ele volta ao tema. Talvez pelos meus 36 recém-completados, tenho pensado muito na idade, e apesar de ser uma mulher bem diferente do estereótipo descrito por Mario Prata, para o bem e para o mal (?!), também adoro como ele descreve "essa" mulher. Vamos ao texto de Mario:
"O que mais as espanta é que,ta anos satisfaz tudo”."
de repente, elas
percebem que já são balzaquianas. Mas poucas balzacas leram
A Mulher de Trinta,
do Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Olhe o
que ele diz:
“Uma mulher de trinta anos tem atrativos
irresistíveis. A
mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma
nos instrui, a outra
quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o
vestido. (...) Entre elas
duas há a distância incomensurável que vai do
previsto ao imprevisto, da força à
fraqueza. A mulher de trinta anos
satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não
sê-lo, nada pode satisfazer”.
Madame Bovary,
outra francesa trintona,
era tão maravilhosa que seu criador chegou a dizer
diante dos tribunais:
“Madame Bovary c’ést moi”. E a Marylin Monroe que fez tudo
aquilo entre 30 e 40?
Mas voltemos à nossa mulher de trinta, a
brasileira-tropicana,
aquela que podemos encontrar na frente das escolas pegando
os filhos ou num
balcão de bar bebendo um chope sozinha. Sim, a mulher de trinta
bebe. A mulher de trinta é morena. Quando resolve fazer a besteira de tingir os
cabelos de amarelo-hebe passam, automaticamente a terem 40. E o que mais
encanta nas de trinta é que parecem que nunca vão perder aquele jeitinho que
trouxeram dos 20. Mas, para isso, como elas se preocupam com a barriguinha.
A mulher de trinta está para se separar. Ou já se separou. São raras
as mulheres que passam por esta faixa sem terminar um casamento. Em
compensação, ainda antes dos quarenta elas arrumam o segundo e definitivo.
A grande maioria têm dois filhos. Geralmente um casal. As que ainda
não tiveram filhos se tornam um perigo, quando estão ali pelos 35. Periga
pegarem o primeiro quarentão que encontrarem pela frente. Elas querem casar.
Elas talvez não saibam, mas são as mais bonitas das mulheres. Acho
até que a idade mínima para concurso de miss deveria ser 30 anos. Desfilam
como gazelas, embora eu nunca tenha visto uma (gazela). Sorriem e nos olham
com uns olhos claros. Já notou que elas têm olhos claros? E as que usam uns
cabelos longos e ondulados e ficam a todo momento jogando as melenas para
trás? É de matar.
O problema com esta faixa de idade é achar uma que
não esteja terminando alguma tese ou TCC. E eu pergunto:
existe algo mais excitante do que uma médica de 32 anos, toda de branco, com o
estetoscópio balançando no decote do seu jaleco diante daqueles hirtos seios? E
mulher de trinta guiando jipe? Covardia.
A mulher de trinta ainda não fez plástica. Não precisa. Está com tudo em cima. Ela, ao contrário das de vinte, nunca ficaram. Quando resolvem vão pra valer. Fazem sexo como se fosse a última vez. A mulher de trinta morde, grita, sua como ninguém. Não finge. Mata o homem, tenha ele vinte ou 50. E o hálito, então? É fresco. E os pelinhos nas costas, lá pra baixo, que mais parecem pele de pêssego, como diria o Machado se referindo a Helena que, infelizmente, nunca chegou aos
30?
Mas o que mais me encanta nas mulheres de trinta é a independência. Moram sozinhas e suas casas tem ainda um frescor das de 20 e a maturidade das de 40. Adoram flores e um cachorrinho pequeno. Curtem janelas abertas. Elas sabem escolher um travesseiro. E amam quem querem, a hora que querem e onde querem. E o mais importante: do jeito que desejam.
São fortes as mulheres de trinta. E não têm pressa pra nada. Sabem
onde vão chegar. E sempre chegam.
Chegam lá atrás, no Balzac: “a mulher de trin
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Também sou filha de Deus
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Meu niver, cumple, birthday...
Hoje é meu aniversário. Aos 36 anos, regredi total! Para comemorá-lo, fui ao Parque de Atrações de Madri, nosso parque de diversões. Divertidíssimo!!!!! Há quanto tempo não tinha subido numa roda gigante ou numa montanha russa! Sem falar dos brinquedos mais do que radicais que existem hoje em dia! Na verdade, gosto mais dos simplesinhos, aqueles me fazem lembrar da minha infância.
A propósito, as crianças convidadas, meu filho, filhos de amigos, etc., me disseram que foi o aniversário de adulto mais animado que já estiveram. :) Não poderia ser diferente. Nada como comemorar a idade de uma niña (criança) com outros niños. Você deve estar se perguntando: e o flamenco com isso? É que eu também adoro e... bueno, no aniversário da gente acho que se pode misturar alhos com bugalhos...
Enquanto não descarrego as fotos do dia, finalizo o meu cumple agora com um pouquinho de Sara Baras AAHHHHHH!!!
Viva, vivíssima
"Intento ser, à minha maneira, um estóico prático, mas a indiferença como condição de felicidade nunca teve lugar na minha vida, e se é certo que procuro obstinadamente o sossego do espírito, certo é também que não me libertei nem pretendo libertar-me das paixões. Trato de habituar-me sem excessivo dramatismo à ideia de que o corpo não só é finível, como de certo modo é já, em cada momento, finito. Que importância tem isso, porém, se cada gesto, cada palavra, cada emoção são capazes de negar, também em cada momento, essa finitude? Em verdade, sinto-me vivo, vivíssimo, quando, por uma razão ou por outra, tenho de falar da morte…"
En español
"Intento ser, a mi manera, un estoico práctico, pero la indiferencia como condición de la felicidad nunca ha tenido lugar en mi vida, y si es cierto que busco obstinadamente el sosiego de espíritu, cierto es también que no me he liberado ni pretendo liberarme de las pasiones. Trato de habituarme sin excesivo dramatismo a la idea de que el cuerpo no solo es finible, sino que de cierto modo es ya, en cada momento, finito. ¿Qué importancia puede tener eso, si cada gesto, cada palabra, cada emoción son capaces de negar, también en cada momento, esa finitud? Verdaderamente me siento vivo, vivísimo, cuando, por una razón u otra, tengo que hablar de la muerte…"
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Estrangeirice
Cheguei à conclusão, nem triste nem feliz, de que aqui também sou (ou estou?!) uma estrangeira. Nunca imaginei que essa definição fosse caber tão bem nos dois mundos.
Em terras brasileiras, só pra começar: não tenho mais casa, carro, celular, trabalho... tudo é dos outros ou compartilhado com outros. Além disso, a desinformação sobre uma série de novas coisas e tendências, próprias da terrinha, é latente. As relações adquirem novas nuances, enfim... Sem falar que, desta vez, não tive uma agenda própria, mas tive que resolver uma série de pendências familiares.
Ainda assim, me sinto feliz de ter podido estar por perto, a presença física diminui a culpa pela ausência e principalmente a saudade.
Já falei aqui que não me sinto uma cidadã do mundo, e do quanto sinto falta de tudo e de todos... essas idas e vindas me revigoram. Assim, vivo minha estrangeirice de forma mais tranqüila e esperançosa nos dois mundos.
Que "venha" então Madri, e que a saudade agüente por mais um semestre. Aos daqui, até à volta..., ou seria... até a ida?, até a chegada?!, até a partida?! difícil dizer...
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Ao meu "toureiro"
10 ANOS DE CASADA COM "MEU TOUREIRO" (plageando Anlene pelo "toureiro"). Ele no Mundo de cá, eu no de lá. Por pouco tempo, se Deus quiser.